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03/07/2010
Brasil de volta ao Conselho Mundial de Tomate para Processamento
Brasil de volta ao Conselho Mundial de Tomate para Processamento

Em 20 de junho passado o Brasil voltou à condição de membro oficial do Conselho Mundial do Tomate para Processamento Industrial (WPTC) em reunião da junta diretiva dessa entidade realizada no Hotel Palácio em Estoril, Portugal. O pedido de retorno do Brasil ao WPTC foi aprovado por unanimidade. O acontecimento foi comemorado pela comitiva brasileira presente à reunião e composta por Antonio Carlos Tadiotti (Predilecta Alimentos Ltda.), Gelson G. da Silva Lima (Vivati), Nehemias Ramos (Win Central de Eventos), Paulo César Tavares de Melo (ESALQ/USP/ABH), Ivaldo Ribeiro (Eagle) e Leonardo da Fonte (Heinz) (foto 1).

Fundado durante o 3º Congresso Mundial do Tomate para Processamento realizado em Pamplona, Espanha, em maio de 1998, o WPTC é uma organização internacional sem fins lucrativos que representa a indústria de processamento de tomate com sede na França. Atualmente, os seus membros representam mais de 95 % do volume de tomate processado em todo o mundo.
O WPTC congrega produtores profissionais e/ou processadores de organizações representativas da sua área de produção. O atual presidente é Jim Beecher da Califórnia, Estados Unidos, eleito na reunião da diretoria realizada em Estoril, enquanto Sophie Colvine é a Secretária-Geral.
Organizações profissionais ligadas ao setor agroindustrial do tomate dos seguintes países figuram como membros fundadores do Conselho: França, Grécia, Israel, Itália, Portugal, Espanha, Tunísia, Turquia, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Estados Unidos (Califórnia), Marrocos, Japão, África do Sul e China. O Brasil está entre os fundadores, mas foi desligado alguns anos atrás.
Os objetivos gerais do Conselho são os seguintes:
a) Criar vínculos permanentes entre produtores profissionais e/ou organizações de processadores de tomate, a fim de coordenar ações visando salvaguardar os seus interesses;
b) Estudar e recomendar aos seus membros qualquer ação destinada a organizar melhor os mercados e favorecer a concorrência leal;
c) Empreender qualquer ação com a concordância de seus membros, com vista a promover o aumento do consumo de derivados de tomate.

No âmbito do Conselho foram criadas três comissões para discutir temas de interesse dos seus membros:
a) Intercâmbio de informações, cuja principal tarefa consiste em coletar e analisar informações sobre a produção e o consumo de produtos derivados de tomate e proceder a sua divulgação entre todos os membros do Conselho;
b) Tomate & Saúde que está encarregada de analisar as informações publicadas, às vezes contraditórias, sobre os benefícios para a saúde dos produtos à base de tomate e coordenar o esforço empreendido por associações individuais em seus mercados nacionais visando o aumento do consumo global de derivados de tomate;
c) Legislação internacional, criada para que representantes do Conselho possam participar ativamente das reuniões do Comitê do Codex Alimentarius e expressar a opinião de seus membros.

A estrutura do WPTC está organizada em três grupos geográficos correspondentes às principais zonas de produção de tomate para processamento industrial: a região do Mediterrâneo (AMITOM), a região da América do Norte e outros países da qual o Brasil faz parte. Cada região tem um presidente e um delegado.
A iniciativa para o Brasil retornar ao WPTC deveu-se aos esforços de um grupo constituído por representantes dos setores de processamento e de produção de matéria-prima de tomate, viveiristas, empresas de sementes, Embrapa Hortaliças, Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás (SEAGRO), Universidade Federal de Goiás (UFG), Associação Brasileira de Horticultura (ABH), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) e da Win Central de Eventos. Durante o III Congresso Brasileiro de Tomate Industrial, realizado em Goiânia, de 26 a 28 de novembro de 2009, o grupo reuniu-se com a secretária-geral do WPTC, Sophie Colvine, onde foi confirmada a intenção e a necessidade de organizar os vários segmentos da cadeia de produção para promover o desenvolvimento da tomaticultura industrial e criar a oportunidade para que o trabalho em grupo possa ajudar a solucionar os problemas técnicos que afetam a cultura. Sophie Colvine demonstrou que em todo o mundo a cadeia de produção de tomate industrial se encontra organizada em associações que visam o desenvolvimento da atividade, sendo o Brasil o único grande produtor que não se encontra representado no WPTC. Diante disso, ficou decidida a criação de uma entidade para representar os interesses do setor agroindustrial do tomate de Goiás. Essa entidade foi estabelecida graças aos esforços da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG) através da Comissão Tomate sendo seu presidente Tiago Freitas Mendonça. Paulo César Tavares de Melo, presidente da Associação Brasileira de Horticultura (USP/ESALQ/ABH) foi designado como delegado oficial do Brasil no WPTC (foto 2; primeiro à direita).
Na reunião da junta diretiva do WPTC o delegado do Brasil no WPTC apresentou a candidatura do Brasil para sediar o 12º Congresso Mundial de Tomate Industrial na cidade de Goiânia em 2016. O resultado só será conhecido no próximo ano, mas a única proposta submetida foi a do Brasil.


Fonte: ABH – 1º/07/2010
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